#10 – os últimos 9 livros que eu li e 1 que estou a ler

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Basicamente, tive que recuar ao ano de 2016 para encontrar os últimos 10 livros que li. Perante a minha fraca leitura de literatura nos últimos anos e porque a vida não são só manuais e artigos científicos, este ano isso tenho como meta ler 18 livros. Já devia ter lido 6, estou no 4º, acho que ainda vou mais do que a tempo de atingir os meus objectivos.

No entretanto, resolvi falar-vos sobre os últimos 10 livros que li. Recomendo-os todos, mas não os recomendo todos a toda a gente e provavelmente não todos a toda a gente. Como vão perceber gosto de ir alternando estilos da não-ficção, à ficção, os clássicos e as últimas novidades, livros em inglês, português e italiano, dos grandes livros aos livros de algibeira. Acho que na variedade é que está a virtude (sei que não é assim que se diz, mas paciência) e quando acabo de ler um livro não consigo começar logo a ler outro do mesmo género. Portanto, ou páro de ler por umas semanas ou pego num livro de um estilo diferente e continuo a ler. Quando lei um livro que me faz pensar muito, a seguir quero ler um romance banal que nos leva quase a um estado de mindemptyness delicioso.

Por exemplo, queria ler a Utopia, o Admirável Mundo Novo e o 1984, são os três grandes clássicos das utopias/distopias. Li a Utopia, a seguir li um livro sobre Marketing, depois li o Admirável Mundo Novo, agora estou a ler A Trégua e depois de encontrar algo mais leve, porque A Trégua (que é sobre o regresso dos sobreviventes dos campos de concentração) também não é um livro para se ler de ânimo leve, hei-de ler o 1984.

Pronto, no fundo isto são só desculpas, para justificar alguns dos títulos, porque na literatura também há guilty pleasures, e às vezes sabe mesmo bem um livro que se lê em 2 dias só para esvaziar a cabeça e sonhar um bocadinho com príncipes encantados.

Vamos então à lista dos últimos 10 livros que li

NOTA: A língua em que está o título do livro foi a língua em que eu o li.

1. The Procrastination Equation, Piers Steel

Um livro de psicologia que vale a pena ler. Para todas as pessoas que como eu, limpam a casa, escrevem blogs e fazem cem mil outras coisas quando deviam estar a fazer tese. Ajuda a compreender o porquê de o fazermos e dá algumas dicas. Funcionam? Nem por isso. Mas pelo menos ficam a saber que existe vida para além da procrastinação. Este livro foi requisitado na biblioteca da minha faculdade.

2. Procura-se Diamante para Relacionamento Sério, Lauren Weisbergen

Procura-se diamante para relacionamento sério

Na lógica do livro leve, para ler entre livros ou entre exames. É uma leitura leve, que se faz bem e que dá para ficar bem disposta.

3. A Prisão do Silêncio, Torey L. Hayden

A prisão do silêncio - Torey Hayden

Este livro foi o meu namorado que me emprestou, porque me conhece super bem e normalmente acerta sempre nos livros que me empresta. É o caso de um jovem que vive preso no seu próprio silêncio. A autora é psicoterapeuta e este é um caso real (como outros dos vários livros que escreveu). Recomendo imenso, sobretudo a psicólogos, sobretudo se gostariam de trabalhar ou trabalham com adolescentes. Para o público em geral, tenham a noção que o livro tem algumas partes bastante pesadas e o final é feliz dentro do possível, como em geral na vida.

4. Até ao Fim do Mundo, Maria Semple

Até ao Fim do Mundo, Maria Semple

Comprado na feira do livro, a metade do preço. Este livro balança mais para o lado dos livros leves, mas é diferente do romance habitual. Podem ler a minha opinião sobre o livro aqui. A personagem principal é fora do habitual, um pouco excêntrica, mas muito interessante que um dia desaparece misteriosamente. O livro não segue uma narrativa normal. É antes um conjunto de cartas, emails e mensagens. São pequenas peças do puzzle e só quase no fim é que percebemos como é que elas se encaixam.

5. A Confissão da Leoa, Mia Couto

Mais um empréstimo do namorado, como muitos livros do Mia Couto passa-se em Moçambique. Como vivi lá 3 meses, só isso era suficiente para me cativar. Fala de um caçador que vai para uma aldeia remota com o objectivo de matar uma leoa. Porém, esta leoa é muito especial. O livro entra no caminho de uma certa magia (e quase feitiçaria) relativamente a esta leoa, que afinal é humana. Parece confuso? O melhor é lerem. Vão gostar.

6. O Diário de Bridget Jones, Helen Fielding

O Diário de Bridget Jones, Helen Fielding

Um clássico e porque cada vez gosto mais de ler os livros dos filmes. Mais uma leitura leve, que se faz em 2 ou 3 tardes na praia. Acho que acrescenta algumas coisas à história que todos sabemos. Para além disso, o livro não é 100% igual ao filme, por isso vale a pena ler. Este comprei-o por 2 euros (não tenho a certeza do preço, mas foi entre 1 e 3 euros) numa livraria de livros usados na Rua das Pretas, em Lisboa.

7. Utopia, Thomas Moore

Utopia Thomas Moore

Comecei em Dezembro e foi o primeiro livro que terminei em 2017. Sempre quis ler, mas foi a minha madrinha que mo emprestou para treinar o inglês. Adorei. Quero escrever um artigo inteiro sobre ele, por isso não me vou alongar muito. É um clássico da literatura e isso é suficiente para dizer que todos o deviam ler. Tem 500 anos e é tudo tão actual. Curiosamente, fez-me pensar como a sociedade utópica/ideal acabaria por ser uma sociedade sem espaço para o indivíduo e para sermos. No fim, fiquei depremida. Acontece.

8. Predatory Thinking: A Masterclass in Out-Thinking the Competition, Dave Trott

Predatory Thinking: A Masterclass in Out-Thinking the Competition, Dave Trott

Um livro brilhante para todas as pessoas que trabalham no mundo do marketing e para os criadores em geral. Gostei muito. Li na altura do meu estágio, em que estava numa agência de Marketing. E de uma maneira simples, com pequenas histórias, ajudou-me a perceber muitas coisas e a expandir horizontes. Foi “emprestado” da biblioteca do meu local de estágio.

9. Admirável Mundo Novo , Aldous Huxley

Também quero escrever um artigo sobre este. Faz parte do meu objectivo de ler as utopias (a Utopia) e as distopias (Admirável Mundo Novo e 1984). Em tantas coisas acho que vivemos neste “Admirável Mundo Novo”. Não tanto pela aparte de futurismo científico, mas pela parte de consumismo máximo daquela sociedade. Acho que é um livro que com o avançar da tecnologia e com o mundo que temos, vai ser cada vez mais relevante. No livro, as pessoas são quase que “programadas” para pensarem, agirem e para decidirem tudo nas suas vidas. Novamente falha a liberdade. A grande mais valia do livro, a meu ver, é a reflexão que faz sobre as pessoas que não são deste mundo, as pessoas que não estão programadas para serem assim, as pessoas que ainda sentem.  SPOILER: elas não vão conseguir viver neste mundo.

10. Se questo è un uomo, Primo Levi

Se questo è un uomo, Primo Levi

Quando estava em Erasmus, pedi sugestões de livros para ler. Um colega meu, o Pietro, sugeriu-me uma série de livros do Primo Levi. Com alguma vergonha, posso dizer que o nome era estranho, mas não sabia quem era. O livro fala sobre a experiência do autor, um italiano judeu em Auschwitz. Um químico que se transformou num entre tantos. É um relato bastante cru do que aconteceu, do que ele sentia quando lá estava, de como se vivia lá dentro. Realmente faz-nos perguntar “se aquilo é ser homem?”. Infelizmente, há muita coisa que não é só daquele sítio, daquele tempo.

(a ler) A Trégua, Primo Levi

A Trégua Primo Levi

Este livro é a continuação do “Se questo è un uomo”. No fim do primeiro livro a guerra está a acabar, mas como percebemos no segundo, o sofrimento está muito longe de acabar para os milhões de deslocados/refugiados/pessoas perdidas de toda a europa. Vou a 2/3 e já estou farta que eles nunca mais regressem a casa. Tem-me feito pensar muito na crise de refugiados atual, como as pessoas são tratadas por entre paragens e viagens rumo ao desconhecido, quando tudo o que queriam era estar em casa com as pessoas de quem gostam.

 

 

 

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