#17 – quando o cansaço se acumula

post 17

A última semana foi cheia de eventos, entregas, consultas e tudo mais. Já tinha começado a semana com pouca energia (porque estava cheia de alergias) e acabei-a (na bênção de finalistas) completamente de rastos. Não, não fui à semana académica, nem sequer fiz nenhuma directa, o mínimo que dormi foram 5 horas, mas a verdade é que acabei a semana no meu limite.

Normalmente, costumo achar que tenho um limiar muito baixo de cansaço. Deitar-me depois das 23h é difícil e depois da 0h30 é um preditor de uma noite mal dormida e de um sono que se adivinha insuficiente. É verdade que também gosto de acordar cedo: para mim acordar depois das 9h é tarde e significa má disposição para o resto do dia. Quando não consigo descansar umas 7h30/8h por noite e começo a deitar-me com frequência depois da 0h tudo começa a descambar. Tudo pior se não conseguir dormir até mais tarde ou tirar um dia para descansar.

Tudo isto se combinou na semana passada: segunda deitei-me às 3h da manhã para entregar a revisão da literatura, terça tive uma consulta de manhã; a precisar de recuperar energias tive três jantares nas noites seguintes, uma entrevista de manhã e mais outra consulta (uma manhã a fazer testes às alergias) e, para rematar em grande a bênção de finalistas (um dia em que acordamos cedo para depois passar cerca de 4 horas ao sol até que, por volta da hora do almoço, estamos fritos e abençoados).

Não me interpretem mal, adorei a bênção (talvez venha a escrever sobre isso), mas depois de tantos dias a dormir mal e tantas horas ao sol (num dia em que a máxima era de 30º) estava com sono, desidratada e exausta. Depois de um almoço que terminou por volta das 17h da tarde entrei em modo de hibernação e finalmente consegui descansar, um pouco. Finalizei o Domingo, no jardim de Belém num fim de tarde incrível, relaxado, descansado, enfim tudo o que precisava. Não fosse o dia a seguir segunda-feira e recomeçasse a rotina da roda viva.

Percebi que preciso de ter mais calma e que se quero ter cabeça para escrever a tese, tenho que abrandar a minha vida social e os meus compromissos, ter mais tempo para estar “na minha” com a minha rotina de pessoa com um baixo limiar de cansaço. Fazer algum malabarismo para equilibrar os pratos da balança. Respirar fundo e recomeçar.

também podes gostar de

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *