#23 – A tese é liiiiiinda

dia 23

Aviso: o post acaba em depressão. Não ler. Hoje, na realidade amanhã,  é um dos meus dias preferidos do ano. Nasci em Lisboa e vivo em Cascais, ambas têm como padroeiro o Santo António. Durante 8 anos andei na escola salesiana de Santo António do Estoril. Quando mudei de paróquia fui parar à paróquia de Santo António de Nova Oeiras. Fui baptizada e crismada na Igreja de Santo António. Passei o meu tempo em Itália a explicar que o santo António é português. E visitei Padova, a cidade onde Santo António morreu, duas vezes. Desde que me tornei maior de idade que comecei a frequentar a noite de Santo António e a noite, não o dia, passou a ser a minha favorita. Houve anos que fiquei só num sítio, houve anos em que fiz Lisboa inteira a pé, uns anos fiquei nos bairros noutros passei pela Avendia para ver as marchas. A acrescentar a tudo, a minha faculdade é em Alfama e todos os anos participava no arraial e estavam professores e alunos juntos a assar febras e a dançar música pimba (infelizmente este ano isso não vai acontecer). Enfim, é uma das minhas noites preferidas do ano. Gosto mais […]

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#22 – Um manifesto anti-“o que te vês a fazer daqui a 5 anos?”

dia 22

Como as pessoas que me conhecem ou que leiem o blog sabem estou a chegar ao fim do meu mestrado. Depois de ter passado 5 anos a estudar psicologia, depois de querer tanto que este momento chegasse, ele finalmente chegou. E não é que esteja super feliz que ele tenha chegado: adorei a minha benção, adorei este último ano em que não temos aulas, mas seminários. Mas a verdade é que o que vem a seguir é desconhecido e por muito que tentemos planear todos os detalhes, o que vai acontecer a seguir escapa em larga escala ao nosso controlo. Os meus dias são passados a imaginar cenários. Se entrar no Doutoramento vai ser assim. Se não entrar vai ser desta outra forma. Entretanto surgem outras ideias, outros sonhos. E se isto afinal não for o caminho certo? A verdade é que a vida já me ensinou que todo o tempo e recursos cognitivos que perco a pensar nestas coisas são muito pouco útei, para não dizer que não servem mesmo para nada. Acontece o que tiver que acontecer. Os planos normalmente nunca se realizam porque há uma série de outros factores que não conseguimos ter em conta. Várias vezes […]

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