#23 – A tese é liiiiiinda

dia 23

Aviso: o post acaba em depressão. Não ler.

Hoje, na realidade amanhã,  é um dos meus dias preferidos do ano. Nasci em Lisboa e vivo em Cascais, ambas têm como padroeiro o Santo António.

Durante 8 anos andei na escola salesiana de Santo António do Estoril. Quando mudei de paróquia fui parar à paróquia de Santo António de Nova Oeiras. Fui baptizada e crismada na Igreja de Santo António.

Passei o meu tempo em Itália a explicar que o santo António é português. E visitei Padova, a cidade onde Santo António morreu, duas vezes.

Desde que me tornei maior de idade que comecei a frequentar a noite de Santo António e a noite, não o dia, passou a ser a minha favorita.

Houve anos que fiquei só num sítio, houve anos em que fiz Lisboa inteira a pé, uns anos fiquei nos bairros noutros passei pela Avendia para ver as marchas.
A acrescentar a tudo, a minha faculdade é em Alfama e todos os anos participava no arraial e estavam professores e alunos juntos a assar febras e a dançar música pimba (infelizmente este ano isso não vai acontecer).

Enfim, é uma das minhas noites preferidas do ano. Gosto mais do santo António do que da passagem de ano. Adoro que não é preciso grandes planos é só aparecer por Lisboa e irmos andando por ali a festa vem ter conosco.

Pela primeira vez, este ano, não estou a sentir essa magia.  Estou no comboio a contar as horas para voltar, a pensar na tese e no relatório de estágio, no projecto de doutoramento e nos projectos de investigação, nos prazos e nas dores de cabeça que vêm aí.  Fui burra o suficiente para achar que era boa ideia colocar um prazo intermédio de entrega para hoje e agora estou em stress. Tenho que voltar cedo para amanhã conseguir trabalhar.

E assim consegui estragar o meu dia preferido do ano. Faz parte de estarmos a tornarmo-nos adultos, mas é uma m*****.

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