8 dicas para poupar quando viajas sozinho

Estamos na minha época favorita para viajar na Europa! De Novembro a Fevereiro as condições meteorológicas podem não ser as melhores, mas os vôos baratos e o ambiente natalício pela Europa permitem viagens inesquecíveis. Para além disso, graças ao aquecimento global podem apanhar sol em Londres em Janeiro e chuvas torrenciais em Setembro em Paris (ambas me aconteceram). Já fiz pelo menos 4 ou 5 viagens na Europa nesta altura do ano e acho que é mesmo de aproveitar. Por isso deixo algumas dicas para pessoas que querem viajar sozinhas e aproveitar o que o Inverno tem para nos dar.A viajar  as principais despesas são a viagem, o alojamento, a comida, entradas em museus e souvenirs/compras. Leiam as dicas a baixo para saberem como podem poupar nisto tudo.

1. Compara BEM os preços dos voos

Compara os preços dos voos num motor como o momondo que compara os preços de várias companhias aéreas num só lugar. Recentemente têm o google flights, para acederem basta pesquisarem “flight to” qualquer sítio e depois aparece-vos um painel onde aparece imensa coisa, podem inclusive definir um valor e ele apresenta-vos sugestões. Acho que é giro para ter ideias, não é o melhor em termos de poupança, até porque não sugere hosteis ou airbnb. Depois de veres a companhia com os melhores preços vai ao site e pesquisa outra vez, um pequeno ajuste nas datas pode fazer toda a diferença no preço ou pode adicionar uma escala a viagem.

2. Atenção à bagagem

Quando viajares numa low cost lê com atenção as políticas de bagagem. Por exemplo, a ryanair hoje em dia já permite que se leve um mala de ombro, mas há uns 5 anos não o permitia e era um filme quando as pessoas tentavam por a mala de mão na minúscula mala de viagem.

Eu viajo muito com uma mochila 40 litros da decathlon e nunca tive problemas. Os trolleys que têm o tamanho recomendado desde que não estejam “barrigudos” também não dão problemas. O mais importante, sobretudo para o pessoal do sexo feminino, é saberem se podem levar a mala de ombro e se não for possível arrumem logo tudo na mala para terem a certeza que cabe.

Outra coisa, se tiverem líquidos e/ou ipads/tabletes/PC’s lembrem-se que vão ter que os tirar da mala e por isso deixem-nos num ponto da mala que seja facilmente acessível. E, por favor, não se esqueçam duma amostra de perfume ou outro líquido qualquer no fundo da mala, porque posso garantir-vos que não vão sair dali enquanto não encontrarem a maldita amostra.

3. Visitar os amigos

Uma óptima dica que vos posso dar é tentarem viajar sempre para cidades onde conheçam alguém. Isso pode permitir pouparem no alojamento, claro. Mas mais importante, mesmo que não fiquem em casa da pessoa, um local pode dar-vos imensas dicas úteis sobre onde comer, que bilhetes de transportes comprar, o que vale mesmo a pena visitar, lojas giras para visitar, etc. Na inexistência de um amigo a viver lá, podem sempre procurar amigos que já lá tenham estado ou visitar sites como o couchsurfing em que um local vos acolhe no seu sofá ou pelo menos toma um café convosco para vos dar umas dicas.

4. Os hosteis não são todos iguais

Se ficares num hostel, compara bem os preços. Escolhe um que tenha cozinha (o que te permite poupar e comer alguma comida de jeito em sítios com uma dieta mais complicada). Vê com atenção o que os preços incluem. Não compensa pagar menos 5 euros se um dos sítios inclui pequeno almoço e lençóis e o outro não. Tomar o pequeno-pequeno – almoço num café é caríssimo na maior parte das cidades europeias e o extra que se paga para ter lençóis ou o espaço que um saco-cama ocupa podem não compensar.

Sites como o hostelbookers e o airbnb são óptimos nesta fase. Comparem tudo, mudem datas e sobretudo olhem para as condições.

5. Vai ao supermercado

Comer fora todos os dias não só é caríssimo, como normalmente não compensa. Por isso, ao fim do dia, passem no supermercado e comprem algumas coisas. Mesmo que queiram comer fora, podem aproveitar para comprar bolachas, água, leite e sumos. Estas coisas vão ser muito mais baratas num supermercado na zona do hostel/casa do que se comprarem numa loja de conveniência numa zona turística.

Se optarem por fazer as refeições em casa, lembrem-se que não estão em Portugal. Se estiverem com um amigo ele vai saber as iguarias, mesmo as menos óbvias (como o creme de speculos-dizer com sotaque francês- em França ou a cerveja de Natal na Dinamarca). Senão tentem perceber pelo que sabem da gastronomia e pelas coisas que não têm um preço absolutamente discrepante (tipo o preço do peixe em Cesena). Esta é uma forma também de experimentar a cultura do país nas pequenas coisas, longe das experiências para turistas. Podem mesmo conseguir experimentar pratos típicos sem ter que gastar um balúrdio.

Para o almoço costumo fazer umas sandes, à noite tento comer algo mais composto.

 

comida de rua. para poupar quando viajamos sozinhos

6. Come fora

Se decidirem comer fora, comam mesmo fora, na rua. Sou uma apaixonada por comida de rua. É muito mais barata, não pagam o serviço e é ótima para aproveitar quando e onde quiserem.  Uma viagem não fica completa sem comer uma ou outra vez fora. Não só porque uma pessoa farta-se de sandes ou de cozinhar, mas porque há petiscos que não conseguimos fazer no micro-fogão do hostel.

Em caso de urgência, as cadeias internacionais de fast food também dão conta do recado. Para os portugueses, o McDonalds é o sítio unificado para beber uma bica por apenas 1 euro (à parte do sobrolho levantado do empregado, que acha que estamos a escolher aquele por ser o mais barato). Por outro lado, costumam sempre existir alguns produtos diferentes dos que encontramos na ementa portuguesa. Não é uma experiência gastronómica, mas se for tento experimentar algo que não exista em Portugal.

7. Souvenirs sim, lixo não

Quando me apercebi que gastava imenso dinheiro em prendinhas e recordações, especialmente tendo em conta a utilidade das mesmas, praticamente deixei de comprar lembranças. Só trago 2 ou 3 coisas para pessoas especiais. se tiver numa fase em que faço mais viagens trago por exemplo dou uma lembrança de apenas um dos sítios. Para mim, tenho as fotografias e faço uma coleção de ímans no frigorífico. Para além disso, se vir alguma coisa que me possa ser útil ni dia a dia(uma mala, camisola, echarpe) compro isso e sempre que usar vou-me lembrar da viagem sempre que o usar. Tive uma mala durante anos que comprei numa viagem a Londres. A minha peça preferida é uma echarpe que comprei numa loja do aeroporto da Etiópia quando estava a arder em febre (e cheia de frio).

8. Faz o trabalho de casa

Muitos museus, espectáculos, parques de diversões têm vários preços: o preço se fores um toino que aparece no dia e quer bilhete e o preço para pessoas inteligentes que pesquisam. O bilhete para a Disney, por exemplo, custa metade do preço online, se comprarem na loja em Paris (tem que ser com três dias de antecedência). A maior parte dos museus em Paris são grátis para jovens até aos 26. Em Londres, a maior parte dos museus são gratuitos. Mesmo os transportes devem pesquisar bem para saber o tipo de bilhete que mais vos compensa. Há cidades que se fazem muito bem a pé e perdem imenso se andarem sempre de transportes.

Viajar custa dinheiro, mas não tem que ser um balúrdio. É possível conhecer a Europa, divertirmo-nos sem gastar muito dinheiro.

também podes gostar de

3 comentários

  1. Que post incrível Mafalda!
    Todas as tuas dicas me parecem super úteis! Não costumo viajar, porque ainda não tenho emprego ou disponibilidade financeira que me permita embarcar nestas aventuras mas aguçaste-me imenso o apetite. Este teu blog é demais. Estou fã!

    Um beijinho enorme e continua o excelente trabalho.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *