A minha companheira de casa

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Já há um tempo que estava para escrever este post, mas hoje veio a inspiração que precisava para o escrever. Há 3 anos e tal arranjei uma companheira de casa que embora me destrua a casa e a paciência, é a maior doçura do mundo. Acho que devia ser obrigatório para quem vive sozinho ter um animal de estimação. Fazem-nos tanta companhia e trazem outra alegria ao dia-a-dia.

Sempre quis ter um cão, mas como tenho uma casa muito pequena isso ia ser sempre um pouco complicado. Acho que não devemos ser egoístas ao ponto de querermos um animal só para satisfazermos a nossa vontade quando não temos espaço para que ele possa viver de forma confortável. Por isso, fui adiando a adopção de um cão. Sim, adopção, porque nunca coloquei a hipótese de comprar um cão, com tantos cães abandonados a precisarem de uma família e pessoas que têm ninhadas para dar.

Os gatos não eram uma opção, porque não gostava de gatos. Quando tinha uns 5 anos, fui arranhada por um gato e desde então nunca fiquei amiga da espécie. Mas em 2013, passei umas férias com os meus padrinhos e o gato deles, o Riscas, e fiquei apaixonada. Os gatos não são nada dependentes, passam a maior parte do dia na deles e quando querem vêm ter connosco para uns miminhos (normalmente só querem comida, mas pronto).

Depois disso comecei a pensar na hipótese de ter um gato. Não tinha que o passear de manhã e à noite. Não precisava de me preocupar com o facto de não passar muito tempo em casa. Não têm muitos custos. E era uma boa companhia, da qual estava a precisar. Nesse mesmo Verão, uma amiga minha encontrou uma gatinha num parque de estacionamento, mas não podia ficar com ela. Quando vi a foto pela primeira vez, achei a gata super fofinha, mas nunca pensei em ficar com ela. Algumas semanas depois ela disse-me que ainda não tinha um dono para a gata e que precisava mesmo de a dar. Depois de alguma hesitação, acabei por ficar com ela.

Antes disso, certifiquei-me que tinha pessoas (neste caso os meus padrinhos) que pudessem ficar com a gata quando fosse de férias e quando fosse de Erasmus (no ano seguinte). Depois de tudo confirmado, ela veio para cá viver e começou a aventura.

Tenho uma gata eléctrica, que, especialmente nos primeiros 2 anos e meio, não parou de salta de um lado para o outro. De vez em quando, passa-se e ataca coisas invisíveis ou começa a correr de uma ponta à outra da casa. Já me estragou um computador novo (100 euros de arranjo e nunca voltou a ficar igual), partiu a minha caneca preferida, um presépio, um rei mago, já me estragou umas botas. Quando me apanha distraída, rouba-me o bife ou o fiambre (que depois nem sequer consegue comer). Põe-se em cima de mim quando quero trabalhar e acorda-me cedíssimo quando vou sair à noite porque quer comer e espreitar à janela.

pipoca gata companhia

Mas acreditem, é a melhor companhia que podia ter. Aquece os pés no Inverno e vem-me sempre receber quando chego a casa. Dá-me beijinhos quando menos espero. E não há nada mais relaxante do que dar festinhas a um animal. É simplesmente a maior fofura à face da terra. E mesmo quando me tira do sério, eu adoro-a.

O Miguel tem agora, o Bacon. Como não vivemos juntos, o Bacon ainda não faz parte do meu agregado familiar, mas espero que venha a fazer num futuro breve (fica a dica para o dono :P). Mas como ele é um docinho, não podia deixar de falar dele. Realmente os animais quando são bebés são mesmo a coisa mais fofa do mundo. E este pequeno leitãozinho, não é expcepção. Nos (poucos) dias que estive com ele era a coisa mais docinha que se vinha aninhar a mim e dormia no meu colo. Ele veio para casa do Miguel quase sem saber andar e foi toda uma maratona de limpar cocó. Nunca na minha vida pensei em ter um bulldog francês, porque achava um cão mesmo feio. Mas a verdade, é que são tão estranhos que acabam por ser mesmo queridos.

Bacon, a melhor companhia

Para alguém que vivia sozinha há algum tempo, como eu. O valor da companhia de um animal de estimação é inestimável. Trazem a normalidade da convivência com outro ser vivo e a anormalidade de conviver mais horas com um animal que não fala do que com pessoas. Mas acho que é mesmo importante. Por isso, se forem viver sozinhos ou se já vivem, aconselho-vos MESMO a arranjarem urgentemente um animal de estimação. Seja um cão, seja um gato, o que importa é ter companhia.

6 Replies to “A minha companheira de casa”

  1. Os meus gatinhos também dão uma dor de cabeça incrível(sim, os gatos adoram roubar comida), mas sempre vale a pena os miminhos deles e sentir aquele pêlo fofinho ali ao nosso lado na cama.
    Eles acordam-me sempre antes do despertador e para cortar as unhas é um filme de terror.
    Mas não arrependo nada de ter adoptado eles.
    São como nossos filhos. Gostei tanto do post que entusiasmei na escrita kkk
    Beijinhos!

    1. É bom encontrar alguém que sinta o mesmo. É mesmo isso! Destroirm tudo mas adoçam a nossa vida

  2. Opa gostei muito de ler o teu post e conhecer a tua grande companheira. Quando vivia sozinha também tinha um gato, cheguei a ter 2. Um morreu atropelado o outro desapareceu sem deixar resto 🙁 hoje em dia, passado 1 ano, toda a gente me diz que devia ter outro gato, prefiro não ter… sofri muito com isto 🙁

    Felicidades para as duas 🙂

  3. Não moro sozinha mas tenho um gato, são excelentes companhias podem não ser tão apegados quantos os cães, mas nem por isso deixam de ser amigos.

    1. Obrigada Natasha, são excelentes companhias mesmo, um beijinho. Mafalda

  4. O valor de um animal de estimação é o melhor para todos. Anima qualquer casa, qualquer família. Nós temos uma gata, um gato e uma cadela. Não satisfeitos ainda arranjámos mais de duas dezenas de outros animais de estimação, entre peixes e pássaros. Tendo em conta que vivemos num apartamento, isto é mesmo uma casa recheada de amor!
    Os amigos e familiares acham todos que vivemos num zoo. Nós adoramos o nosso zoo… O nosso lar!

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