Uma reflexão sobre os 25 posts em 25 dias

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Para celebrar os meus 25 anos decidi escrever 25 posts em 25 dias.  Sabia que era desafiante, mas achei que era fazível e levei uma chapada de luva branca da vida. Depois de 4 tentativas cheguei ao fim e, agora, gostava de partilhar convosco um pouco do processo, o que correu bem, o que correu mal, o que aprendi. Acredito que podemos aprender muito com a experiência dos outros, por isso espero que este post vos seja útil. O post é longo, por isso deixo-vos um resumo no fim. Primeira tentativa A primeira tentativa começou em Abril e a ideia era os 25 posts antecederem os 25 anos. Comecei tardiamente, mas achei que não haveria problema em dois ou três posts sairem mais tarde com posts do género “o que muda com os 25 anos”. Logo no início comecei a falhar nas horas de saída dos posts, depois comecei a falhar dias e por fim passei mais de uma semana sem publicar nenhum (SHAME!). Segunda tentativa Com a chegada dos meus anos parecia-me parvo abandonar o projecto por isso decidi retomá-lo, com um post sobre a consistência. Voltei a partilhar os primeiro posts, o que me deu alguns dias para […]

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#24 -Sobre ter 25 anos e pedirem-me o BI para entrar numa discoteca

dia 24

Já não ligo, nem me indigno, quando me pedem o BI para entrar numa discoteca, ou quando compro bebidas alcoólicas e me informam que é necessário alguém maior de idade. Também já me habituei às caras de choque quando digo que tenho 25 anos, depois de várias tentativas de adivinharem a minha idade que raramente passam dos 19. Acho piada ao ar confuso de quem não me conhece quando digo que vou brevemente defender a minha tese de mestrado. Um dia, quando tiver 50 anos, talvez agradeça o facto de parecer mais nova. Até lá umas vezes fico só farta de ouvir sempre a mesma coisa, outras rio-me, porque é irónico que vivendo uma vida de adulta, a minha aparência seja de criança. O termo técnico é “baby face”, em português cara de bebé. Refere-se a pessoas, como eu, com caras redondas, bochechas fartas, olhos grandes, poucas rugas. Em resumo, são pessoas que parecem mais novas do que parecem. Estudos demonstraram que as pessoas consideram as pessoas com baby face mais bonitas e simpáticas, mas nem tudo é bom. As pessoas com este tipo de cara também são consideradas menos inteligentes, menos capazes e mais infantis. É chato? É, mas faz […]

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#23 – A tese é liiiiiinda

dia 23

Aviso: o post acaba em depressão. Não ler. Hoje, na realidade amanhã,  é um dos meus dias preferidos do ano. Nasci em Lisboa e vivo em Cascais, ambas têm como padroeiro o Santo António. Durante 8 anos andei na escola salesiana de Santo António do Estoril. Quando mudei de paróquia fui parar à paróquia de Santo António de Nova Oeiras. Fui baptizada e crismada na Igreja de Santo António. Passei o meu tempo em Itália a explicar que o santo António é português. E visitei Padova, a cidade onde Santo António morreu, duas vezes. Desde que me tornei maior de idade que comecei a frequentar a noite de Santo António e a noite, não o dia, passou a ser a minha favorita. Houve anos que fiquei só num sítio, houve anos em que fiz Lisboa inteira a pé, uns anos fiquei nos bairros noutros passei pela Avendia para ver as marchas. A acrescentar a tudo, a minha faculdade é em Alfama e todos os anos participava no arraial e estavam professores e alunos juntos a assar febras e a dançar música pimba (infelizmente este ano isso não vai acontecer). Enfim, é uma das minhas noites preferidas do ano. Gosto mais […]

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#21 – sobre os beijos indesejados e a invasão da “bolha pessoal”

dia 21

Lembro-me uma vez quando era pequena e conheci um amigo do meu pai e não lhe quis dar um beijinho e foi todo um drama. O meu pai fez queixinhas à minha mãe e a minha mãe disse que eu dava beijinhos a quem eu quisesse. É normal exigir das crianças que dêem beijinhos a toda a gente, que sejam íntimos com pessoas que não conhecem de lado nenhum, é algo que me faz alguma confusão. Nunca gosto de estar envolvido nesta obrigatoriedade destes beijinhos, se uma criança não quer, não quer.  Desde esse momento que sempre me interroguei porque é que tenho que dar beijos a pessoas a quem não os quero dar, mesmo na família, há pessoas com as quais por algum motivo não sentimos tanta intimidade ou naquele dia não nos apetece andar a espalhar beijos. Acho que isso não deve ser visto como uma falta de educação e deve ser respeitada, tal como os adultos as crianças devem ter liberdade na escolha das expressões de afecto e nas pessoas com quem escolhem fazê-lo.  Tudo isto assume novas proporções no mundo dos adultos, sobretudo no âmbito profissional. Tudo começa porque as mulheres têm que dar beijos e para […]

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#20 – parem de queimar pontes, por favor

dia 20

No Domingo foi a minha bênção de finalistas, que de bênção tem francamente pouco. E enquanto esperava que começasse, debaixo de um sol ardente, fui refletindo sobre algumas coisas. Assim que entrámos no recinto (bastante atrasados) fomos para o nosso lugar e quando passou aquela confusão inicial de tomarmos os nossos lugares, paro e escuto a música. Não queria acreditar. Os cânticos que decidiram escolher para uma cerimónia dirigida a um público dos 20 aos 30 anos, foram as músicas que as velhinhas que estão a 30 anos no coro da igreja cantam, normalmente com voz esganiçada (que quase ninguém tem voz para aquilo). Não queria acreditar. Enquanto isso, um rapaz insistia em gritar, urrar e gozar com a música. Relativamente à música tive que lhe dar alguma razão, eu própria não queria acreditar. Sobre o resto vou deixar para outro post, para não nos perdermos no assunto. Mas porque é que eu não queria acreditar? De tanto cântico de grupos de jovens, paróquias, escuteiros. De tantas músicas leves, mas com significado que existem, com melodias interessantes e que normalmente são bem recebidas pelos jovens. Vão escolher músicas pesadíssimas, que nada vão dizer a não crentes, cantadas em tons agudos […]

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#17 – quando o cansaço se acumula

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A última semana foi cheia de eventos, entregas, consultas e tudo mais. Já tinha começado a semana com pouca energia (porque estava cheia de alergias) e acabei-a (na bênção de finalistas) completamente de rastos. Não, não fui à semana académica, nem sequer fiz nenhuma directa, o mínimo que dormi foram 5 horas, mas a verdade é que acabei a semana no meu limite. Normalmente, costumo achar que tenho um limiar muito baixo de cansaço. Deitar-me depois das 23h é difícil e depois da 0h30 é um preditor de uma noite mal dormida e de um sono que se adivinha insuficiente. É verdade que também gosto de acordar cedo: para mim acordar depois das 9h é tarde e significa má disposição para o resto do dia. Quando não consigo descansar umas 7h30/8h por noite e começo a deitar-me com frequência depois da 0h tudo começa a descambar. Tudo pior se não conseguir dormir até mais tarde ou tirar um dia para descansar. Tudo isto se combinou na semana passada: segunda deitei-me às 3h da manhã para entregar a revisão da literatura, terça tive uma consulta de manhã; a precisar de recuperar energias tive três jantares nas noites seguintes, uma entrevista de […]

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#14 – O que é que um blogger pode aprender com a vitória do Salvador Sobral? (ou qualquer que pessoa que tenha um público)

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Quando comecei a planear o blog, fartei-me de ler artigos sobre como escrever posts, o que escrever no blog, como cativar os leitores, como não entediar os leitores, como fazer que eles regressem, etc, etc. Num mundo cheio de informação e estímulos é difícil conseguir a atenção das pessoas e todos nós queremos ter uma voz. A maior parte das pessoas não quer escrever um blog, para que ninguém o leia e a partir daí há muita coisa que acontece e muita coisa que não devia acontecer. Se é verdade que li muitos textos sobre a forma como cativar os leitores, li uma vez um texto que achei incrível no Medium que falava sobre a maneira como hoje em dia os textos têm que ser curtos e cheios de estímulos, com títulos apelativos e ideias simples e como a verdadeira escrita e a verdadeira leitura se estão a perder. É fantástico que os nossos textos cheguem a qualquer pessoa e que até as pessoas com grandes défices de atenção os consigam ler até ao fim. Mas a que custo? Esse texto mudou a minha maneira de ver as coisas. Percebi que provavelmente não era a única que fazia um esforço enorme […]

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#9 Jogar as escondidas com os autocarros da carris

post #9 25 anos. 25 posts

Há um novo jogo em Lisboa. Na realidade não é novo, já existe há alguns meses, mas como ninguém fala dele, eu decidi que estava na altura de termos uma conversa séria sobre este tema.   Como é que eu entrei no jogo?  Bem, ainda me lembro como se fosse ontem. Era o meu primeiro dia de estágio, ainda estávamos no Verão e o dia começou quente em Lisboa. Entusiasmada com o começo de uma nova etapa, já tinha planeado todo o percurso que tinha que fazer até ao estágio. Pois se não quando, chego à paragem onde esperava rapidamente apanhar um autocarro que me levasse à mui nobre zona da Matina e não é que a paragem tinha desaparecido. Como viria a perceber mais tarde, não era só a paragem que tinha desaparecido, os autocarros tinham mudado o percurso, não tínhamos nenhuma informação. E, portanto, a umas quentes nove da manhã lá tive que começar a jogar às escondidas com os autocarros da carris. Sempre detestei ser a pessoa que fica a apanhar os outros, o pior é que desta vez por muito que gritasse “rebenta a bolha” eles não iriam aparecer (embora talvez aparecesse alguém para me tirar […]

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#7 Pessoas que odeiam melgas e pulgas leiam isto!

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Hoje o post não tem nada a ver com nada, é apenas um desabafo. Mas só da opinião que os blogs servem para isso mesmo, por isso cá vou eu desabafar. Há certos animais que odeio desde sempre, não se trata de uma questão de medo, é mesmo ódio. São animais que quando cruzam o meu caminho é mais que certo que no mínimo me irão enervar, no máximo irão causar-me vários dias de dor, angústia e (muita) comichão. Desde pequena, que faço imensa alergia a picadas de insectos, sobretudo melgas. O caso mais crítico aconteceu num Verão passado em Asti (norte de Itália), onde fui picada pelas dezenas de melgas que habitam na região. Para quem não sabe, em Itália, há uma praga de melgas tigre (zanzare tigre). Têm riscas, como os tigres e mordem, como os tigres. As picadas perfuravam a roupa (esqueçam a ideia de andar tapados) e pareciam agulhas a espetar-se na pele. Eram autênticas nuvens de melgas, às quais era impossível escapar e que nem o repelente, capaz de intoxicar um comum humano, era capaz de afastar. Mas o pior não eram as picadas, eram os dias que se seguiam. Eu sempre fiz alergia às […]

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#5 Não às dietas

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Resolvi que estava farta de dietas. Mas também resolvi que estava farta de comer coisas que só me faziam mal. Mas não sabia como é que podia comer melhor, perder peso e sentir-me bem. Não queria comer só talinhos e passar os dias com fome. Desde pequena sempre fui gordinha. Ainda que comesse relativamente bem sempre fui assim. Com a adolescência comecei a preopupar-me cada vez com o meu peso e comecei a fazer uma dieta atrás da outra. Andava sempre a tentar emagrecer, mas no fim ficava sempre mais gorda. Ao fim de muito tempo, lá acabei por perceber que as dietas não me ajudavam em nada. Ainda assim de vez em quando, quando não gostava do número da balança lá ia em busca de um novo milagre que me permitisse ficar com uns quilinhos a menos. Já há uns bons anos, li um livro que se chamava a dieta do estudante, da filha do Dr. Oz (um médico americano muito famoso). Como nos EUA é habitual que as pessoas engordem quando vão para a faculdade (o mesmo processo que acontece por cá quando as pessoas saem de casa dos pais), ela decidiu investigar o que poderia fazer. Acabou […]

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