Dias maus – o que fazer com eles?

dias maus

Toda a gente tem dias maus. Uns mais, outros menos, mas a existência de dias menos bons é quase tão certa como a morte. Esta semana tive alguns. Por isso juntei o útil ao agradável e aproveitei o meu fantástico mau feito para vos escrever mais um delicioso post.

O que torna um dia num dia mau

Bem muitas coisas podem transformar um dia perfeitamente banal e tranquilo num dia mau. Aliás, na maior parte das vezes, não chega um acontecimento desagradável, é preciso uma série de acontecimentos encadeados, que nos vão deixando gradualmente mais mal dispostos. Começa com um comboio que se perde por um minuto, segue-se com um autocarro que parte atrasado e um motorista antipático, um dia negro cheio de chuva, um email com más notícias. E puff, não se faz chocapic, mas faz-se um dia mau. Daí para a frente, há uma grande probabilidade de tudo correr mal. Porque é assim que vamos ler tudo, mesmo os acontecimentos que normalmente não consideraríamos como maus. Naquele contexto passam a ser mais um bocado de farinha para juntar ao bolo, neste caso amargo.

É o caso de hoje: dormi mal, acordei mal disposta, voltei a dormir. Tinha boleia às 14h, mas como queria aproveitar, fui mais cedo de autocarro. Cheguei ao evento e afinal o horário era todo uma hora mais tarde (não, a hora ainda não tinha mudado). Estive a assistir a um campeonato, sozinha, porque as pessoas que fazem aulas comigo e com quem me dou mais não foram. Qando finalmente foi a minha hora de entrar na água não consegui apanhar uma única onda. Voltei de autocarro. Perdi um comboio por 2 minutos, esperei 30 minutos por outro comboio e agora estou a escrever este post com a minha cabeça prestes a explodir.

Como tenho algum mau feitio, acabo por ser também bastante propensa a dias maus. Para além disso, sou muito sensível a imprevistos e coisas que impliquem mudanças, ainda que pequenas, chatas no meu dia-a-dia. Sei lá, coisas não aconteceram como esperava, receber três notícias desagradáveis no espaço de uma hora, perder vários transportes públicos em cadeia (como se lembram este é daqueles que me tiram mesmo do sério), perder horas para ir e voltar de uma sessão de 45 minutos (este activa a minha angústia de não ter carro), acordar meia morta, o céu estar cinzento quase todos os dias.

Quando tenho um destes dias (ou pior vários dias maus de uma vez) só me apetece voltar para a minha cama e ficar nela até o resto do dia passar. Que vontade é que eu tenho de trabalhar ou estar com alguém quando o mundo não pára de me dar chicotadas psicológicas, das baixas.

Então o que é que eu faço para ultrapassar os dias maus?

O primeiro passo é aceitar que aquele dia vai provavelmente ser horrível e não vai melhorar. Se continuarmos à espera que o dia nos surpreenda com um momento mágico, o resultado não é bom. A questão é que não esperamos que aconteça algo banal, mas algo mágico. Nesse momento, qualquer acontecimento a que habitualmente nem ligamos pode tomar proporções épicas. Por isso, o melhor é aceitar que aquele é um dia mau e que, como todos os dias, eventualmente irá acabar.

Muito importante (e muito difícil para mim) é não deixar que o dia mau se transforme numa noite má, sob pena de transformar um dia mau, numa semana horrível (foi sensivelmente o que me aconteceu). O sono é reparador: permite-nos descansar, repor energias e, no meu caso, fazer um reset ao mau humor. Mas existe uma condição, preciso de dormir bem e preciso de dormir pelo menos 7h (idealmente mais de 7h30). O pior que me podem fazer é não me deixarem descansar. O pior é quando sou eu própria que estou tão agitada com o dia que ou não consigo adormecer ou passo a noite toda a acordar. É horrível e significa, ao fim de uma semana, as olheiras horríveis que tenho e as dores de cabeça que sinto agora. Para além disso, significa começar um dia que, já de si, será mau.

Também costumo falar com o meu namorado. Ele aprendeu a falar comigo quando sinto que o Mundo é um lugar horrível e a pelo menos ser compreensivo com o meu desejo de me enfiar numa cama. Se tiver com ele melhor, porque tenho calor humano e mimos garantidos (muito importantes nestes dias). O problema é que a coisa pode dar para o torto, se estiver com ele quando ainda estou irritada e acabar por descarregar a minha frustração nele. Nesse caso, a nossa discussão vai ser só mais uma coisa na lista de pontos negativos do dia.

Quando estou a ter um dia mau, tento também mimar-me de alguma forma, sem culpas. Comer um gelado, almoçar fora, lanchar na Padaria Portuguesa, comprar uns brincos, ir até à praia, ver uma série em vez de trabalhar. A ideia aqui não é ter um momento mágico, mas ter algo de bom que não costumo ter nos outros dias e que me ajude a chegar ao fim do dia. Não é que me sinta fantástica a seguir, mas ao menos já valeu a pena a m***** do comboio chegar pela trigésima vez atrasada, estar a chover e eu ter acabado de pisar o único cocó num raio de dois quarteirões (como se só existisse um cocó por cada dois quarteirões em Lisboa).

Outra coisa que pode ser útil é fazer desporto. Na terça-feira (e na quinta) tive dias complicados e nos dois fui nadar. Pessoalmente, adoro tudo o que envolva água e sempre que vou à praia, nadar ou surfar, sinto-me com as minhas energias renovadas. Para além disso, fazer desporto provoca a libertação de endorfina, a “hormona da felicidade”, que nos faz sentir instantaneamente melhor.

Resumindo e concluindo

Existem dias maus, que essencialmente vão continuar a ser maus. Porém, podemos sempre tentar passar por eles da melhor forma. Procurar uma cama o mais rápido possível, fazer desporto, namorar ou mimarmo-nos são algumas formas de passar por estes dias, com alguns apontamentos positivos e sem entrar em desespero.

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4 comentários

  1. Adorei o post. Usaste um dia mau para nos trazeres bom conteúdo 🙂 isso é ótimo 🙂
    Aquilo que faço quando tenho um dia mau e pensar que amanhã já tudo passou, que não vale a pena lutar porque lá está… todos temos dias maus. Não há como fugir deles.

    Um enorme beijinho ***

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