Os agradecimentos de uma quase-mestre

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Ol+a caros leitores. Já estavam a pensar que agora isto ia ser horrível e que só iam ler posts uma vez por semana? Provavelmente era só o meu namorado a pensar isto, mas ele disse-o muitas vezes. Bem, se havia mais pessoas a pensar que só iam ler um novo post no sábado desenganem-se. O post de sábado vai sair na mesma (esse é o post fixo com o qual podem sempre contar). Mas de vez em quando (como vai acontecer esta semana) eu vou lançar uma série de 2 a 5 posts sobre um tema. Esta semana, vou basicamente fazer um update geral sobre a minha vida (profissional). Espero que gostem e digam-me se querem mais posts durante a semana.
Este primeiro post vai ser sobre a minha tese. Já a apresentei há algum tempo, em Julho. Foi um dia stressante, mas na defesa em si estava estranhamente calma. Mais que tudo, senti que era uma oportunidade de conversar sobre o meu projecto com outros investigadores, que por acaso eram meus professores e no fim me iam dar uma nata. Para além disso, soube bem chegar ao fim de uma etapa. Uma etapa que tantas vezes temi que não terminasse da melhor forma.
Uma das partes mais giras de escrever é a parte dos agradecimentos. No meio de um documento científico, onde abunda o discurso neutro, científico, objectivo (ou pelo menos aquilo que se considera um discurso neutro, científico, objectivo) temos uma parte para nos tornamos todos “touchy-feelings” sobre aquele momento que encerra uma etapa da nossa vida. Por isso, achei que mais do que partilhar aqui o tema da minha tese era giro partilhar a parte dos agradecimentos (podem ler aqui se quiserem: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/5773). Como sempre nestes momentos acabei por me esquecer de algumas pessoas. Na versão original tinha incluido essa nota e agora volto a pô-la ao início: “Vou acabar por me esquecer de alguém importante (porque isso é algo que acaba sempre por me acontecer nestes momentos), por isso antes de mais quero agradecer a todas as pessoas que foram importantes durante este percurso”

defesa-da-tese

“Não podia escrever esta página em inglês, porque há coisas que só se conseguem escrever e descrever na nossa língua materna.
Não podia passar por esta página, sem um agradecimento muito especial aos meus pais, que embora já não estejam presentes na minha vida, foram os meus primeiros educadores, aqueles que me deram os recursos para aprender, que me estimularam a querer sempre saber mais e que me mostraram que devemos lutar por aquilo em que acreditamos; sobretudo à minha mãe que me disse que podia ser o que quisesse, mas que fosse a melhor.
Quero também agradecer aos meus padrinhos, na ausência dos meus pais, estiveram sempre presentes nos momentos importantes, que me apoiaram por entre indecisões do caminho a seguir, que me ajudaram a olhar de outros lados para os mesmos problemas. Sem eles, eu não teria chegado ao fim deste percurso. Quero também agradecer ao meu namorado que, apesar de às vezes não me deixar trabalhar, me mostrou que descansar também é importante e que o amor é mais importante que tudo o resto. Mas sobretudo, tenho que lhe agradecer não como namorado, mas como colega de curso porque sempre acreditou nas minhas capacidades, ensinou-me a gostar desta faculdade e incentivou-me a seguir os meus sonhos. Obrigada também pelas discussões infinitas sobre psicologia, em que nunca chegamos a consensos, e muitas vezes acabamos chateados, mas que me ajudam a ir para lá daquilo que consigo ver quando penso nestes temas sozinha.
Queria agradecer à Carolina e à Eliana, porque é muito mais fácil fazer trabalhos pela noite dentro, quando estamos com as nossas amigas. E porque me aturaram nos meus dias de mau feitio puro. Um obrigada também ao Pedro, que se juntou mais tarde à equipa, mas com quem pude partilhar o gosto pela investigação e a esperança até ao último momento de entrega.
Depois quero agradecer ao meu orientador, o Professor André Mata, que acreditou nas minhas competências de investigação e me deu uma oportunidade de seguir este sonho. Um obrigada também pela calma que me transmitiu ao longo de todo este processo que é escrever uma tese.
Quero agradecer à Professora Teresa Garcia-Marques, coordenadora no seminário de tese, que nos acompanhou todas as semanas, com paciência e conselhos, mesmo quando parecia que as nossas teses estavam estagnadas no tempo. Obrigada por acreditar nas nossas capacidades, mas sobretudo obrigada pela exigência, pelos prazos e pelas discussões, sem as quais esta tese não seria possível.
Ao Professor Pedro, que apesar de ser o meu orientador do seminário de estágio, também me foi ajudando a gerir o meu tempo e as minhas emoções por todo este percurso que é escrever uma tese e que certamente será útil nos próximos anos, espero, como futura investigadora. A todos os outros professores do mestrado em Psicologia Social e das Organizações pelo que me ensinaram, mas sobretudo pela boa disposição e disponibilidade para os alunos. Estiveram connosco em jantares de turma, na organização de eventos, acompanharam-nos no nosso percurso e agora vêem-nos a partir.
Para terminar, quero agradecer também aos professores da licenciatura. Uns foram mais inspiradores que outros, uns ensinaram mais teoria, outros mostraram-nos outras coisas muito mais importantes, mas todos contribuíram para a pessoa que sai deste curso.”
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No dia em que fui entregar a tese. Quem já entregou uma tese percebe o sentimento.
PS- eu escrevi a minha tese em inglês, mas “eu sinto” em português por isso esta secção só podia ser escrita em português.
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