Os 22/25 países que já visitei

Este é o primeiro mês do blog e um mês de “apresentação”. Uma das coisas que não posso deixar de partilhar é algo que adoro e que já ocupou uma parte tão grande da minha vida como as viagens! Como falei num post anterior grande parte da minha fuga à realidade de ter 18 anos e viver sem pais passou por viajar. Há quem se meta na noite, eu meti-me nas viagens e isso permitiu-me expandir os meus horizontes e ver muito para lá da minha realidade. As minhas viagens fazem parte de mim e, embora hoje em dia não viaje tanto, continuo a ter o sonho de conhecer todos os países do mundo.

Assim, neste primeiro post sobre viagens vou-vos falar dos 22 países onde já estive (25 se contarmos com por os pés no aeroporto).

1. Portugal

É óbvio: foi neste país que nasci e foi neste país que vivi a maior parte da minha vida. Embora adore viajar, não trocava este país por nenhum outro no mundo.

Ericeira
Ericeira

2. Itália

Vivi aqui 5 meses, a fazer erasmus e já fiz uma viagem de três semanas neste país, fora outras viagens mais pequenas – embora não seja o meu país preferido parece que algo me continua a atrair até lá, é o segundo país onde estive mais tempo.

Firenze, Florença
Firenze, Florença

3. Moçambique

Fiz voluntariado em Moçambique durante 3 meses, na missão de S. José de Lhanguene! Provavelmente foram alguns dos melhores meses da minha vida.

Em Moçambique, na missão de S. José de Lhanguene
Em Moçambique, na missão de S. José de Lhanguene

4. Gibraltar

Foi a primeira vez que saí de Portugal, tinha 13 anos. Apesar de ter começado tarde, esta ia ser a primeira de muitas vezes. Este local é um território britânico ultramarino que se situa no sul de Espanha (não sei bem se é um país ou não porque nunca consigo perceber nada da organização geopolítica do reino unido). Geopolítica à parte, adorei o facto de existir “um país subterrâneo”, em grutas, que foi utilizado em tempos de guerra. Debaixo da terra existe tudo o que temos numa cidade: hospitais, escolas, supermercados, é incrível.

Macaco de Gibraltar (foto de banco de imagens)
Macaco de Gibraltar (foto de banco de imagens)

5. França

Já estive quatro vezes em Paris e se tudo correr bem irei no próximo ano pela quinta vez. Adoro esta cidade, detesto os seus habitantes. Já tenho os meus sítios preferidos, mas tento sempre descobrir novos a cada vez que volto. Também gostava de conhecer outras regiões, sobretudo o sul de França.

Paris (foto minha)
Paris (foto minha)

6. Andorra

Foi o destino da minha viagem de finalistas. Ao invés de passar o tempo na dualidade bebedeiras-ressaca, aproveitei cada minuto das horas de abertura das pistas para fazer snowboard e foi das primeiras vezes que vi nevar. Foi uma viagem memorável.

Eu e a minha prancha de Snowboard (alugada) em Andorra
Eu e a minha prancha de Snowboard (alugada) em Andorra

7. Tanzânia

Também visitei a Tanzânia para participar num mini-curso. Desde pequena que o meu sonho era ir a África e esta viagem foi um choque com a pobreza e os regimes “democráticos” africanos.

Uma das nossas "salas de reuniões" na Tanzânia
Uma das nossas “salas de reuniões” na Tanzânia

8. Tunísia

Antes de ir para a faculdade fiz um tour de uma semana pela Tunísia. Conheci as cidades mais importantes e passei alguns dias numa estância balnear. Mas o que gostei mais nesta viagem foram os dois dias que passámos no Sahara (já disse que queria ser piloto no Paris-Dakar?).

Deserto do Sahara (foto minha)
Deserto do Sahara (foto minha)

9. Espanha

Embora seja o nosso “vizinho” é um país que conheço francamente mal. As minhas incursões pelas terras de “nuestros hermanos” incluem as famosas viagens à terra fronteiriças para comprar não caramelos, mas champôs; fazer o caminho de Santiago (caminho inglês) e uma semana de férias na Isla Canela com a minha querida Sofs.

Isla Canela
Isla Canela

10. Reino Unido (Inglaterra e Escócia)

Já estive duas vezes em Londres: a primeira não gostei muito (até porque estive com uma gripe a maior parte do tempo), a segunda adorei. Um dos meus sítios preferidos é o mercado de Camdem town, adorei mesmo. Também visitei Southampton (tinha lá uma amiga a fazer Erasmus). Na Escócia, estive em Glasgow e adorava visitar Edimburgo.

Londres
Londres

11. Vaticano

Parece uma cidade, mas é um país. Como católica, este país sempre esteve na minha lista de países a visitar. Aconselho a 100% ir à Basílica de São Pedro assim que abre. Já lá estive algumas vezes, a várias horas do dia e acho que só de manhã cedo, quando não está lá quase ninguém, é que se sente o quão grande e imponente é aquele lugar. Infelizmente, ainda não consegui ver o Papa, da última vez queria mesmo ir e perdi a audição porque me enganei na hora :/

Praça de São Pedro
Praça de São Pedro

12. República Checa

Estive a maior parte do tempo numa cidade pequenina onde participei na organização de um pequeno festival de artes circenses. Adorei a cidade, adorei as pessoas. Estive apenas algumas horas em Praga no regresso a casa! Outra cidade onde preciso de voltar.

"Paraíso checo"
“Paraíso checo”

13. Eslovénia

Não confundir com Eslováquia. Estive uma semana na Eslovénia, numa cidade que ficava tão próxima da fronteira com a Áustria que os meus voos foram, na realidade, para a Áustria. A cidade era muito pequena e passámos dois dias numa espécie de “hostel” campestre no meio do nada, que tinha uma vista espectacular. A cidade era tão segura e pacata, que estávamos sempre a dizer que se roubassem uma bicicleta seria notícia em todos os jornais.

Slovenj Gradec, Eslovénia
Slovenj Gradec, Eslovénia

14. Ucrânia

Os três próximos países fizeram parte de uma só viagem: o destino era a Arménia, pelo caminho passei pela Ucrânia e Geórgia. Foi muito estranho visitar um país que tinha acabado de receber o Euro 2012 e onde NINGUÉM falava inglês, que não era nada receptivo a turistas e onde estávamos constantemente a ser olhados de lado. A cidade é linda e fiquei fascinada com as estações de metro que, não só são obras lindíssimas de arquitectura, como estão a muitos muitos metros de profundidade (sendo necessários longos minutos para descer todas as escadas rolantes).

Na Ucrânia
Na Ucrânia

15. Geórgia

Passei pela Geórgia a caminho da Arménia e conheci Tbilisi (a capital) num tour improvisado entre as 2h e as 4h da manhã. Como não fiz a preparação devida da viagem: quando cheguei lá fiquei chocada de ver uma cidade semi-destruída (literalmente existiam fachadas de edifícios sem nada ou com uma barraca atrás). Isto porque, em 2008, houve uma guerra entre a Geórgia e a Rússia. À parte disto, esta é uma cidade de opostos temos casas completamente destruídas e pontes super modernas com sistemas de iluminação todos futurísticos, tudo misturado.

Ponte em Tbilisi
Uma das pontes em Tbilisi

16. Arménia

Foi uma viagem inesperada. Convidaram-me na segunda-feira para participar num mini-curso e na sexta-feira já estava a caminho. Passei a semana do curso numa cidade chamada Gyumri, que foi a única que conheci. Para terem uma ideia a cidade teve um terramoto em 1989, mesmo antes do fim da união soviética e até à data da minha visita (2012) ainda havia muito por arranjar, prédios inclinados, etc.

Passeio por Gyumri
Passeio por Gyumri

17. Alemanha

Já estive em Frankfurt numa escala que se tornou muito mais longa que o esperado e já estive em Berlim que é uma das minhas cidades preferidas. Não tem nada a ver com a ideia pré-concebida que temos da Alemanha, pelo contrário: é uma cidade que usa como moto o facto de ser pobre, mas ser sexy: “Berlin ist arm, aber sexy”. Ao contrário de Paris não faz o mínimo esforço para seduzir, mas acaba por ser irresistível.

Prédios abandonados em Berlim
Prédios abandonados em Berlim

18. San Marino

Se não estou em erro é o país mais pequeno do mundo. Fica dentro do território italiano, tal como o Vaticano e era muito perto do sítio onde fiz erasmus. Vê-se tudo num dia e anda-se imenso a pé, sempre rodeado de árvores e natureza. Apesar de ter apanhado bastante frio, adorei a viagem.

Nas ruas de San Marino
Nas ruas de San Marino

19. Áustria

Durante o meu erasmus em Itália, viajei de comboio até à Áustria. Foi incrível acordar no meio dos Alpes. De Viena não guardo muitas recordações e é uma cidade à qual quero voltar com mais tempo e desta vez não passo sen visitar o palácio da princesa Sissi. Também estive em Gratz no sul: foi um dia muito peculiar, mas que certamente não irei esquecer.

Uma árvore cheia de amor, na Áustria
Uma árvore cheia de amor, na Áustria

20. Hungria

Fui à Hungria quando estive em Viena. Só tive tempo para conhecer Budapeste. Tem uma energia muito parecida com a de Berlim, uma luz fabulosa e uma história muito interessante. Para além disso, tem uma termas que são uma experiência única especialmente no inverno quando a água está a 30 graus e a temperatura do ar abaixo de zero.

Budapeste
Budapeste

21. Dinamarca

Estive em Copenhaga a visitar a minha Sofs e adorei esta cidade. Adoro as culturas de trabalho/estudo mais nórdicas. A maneira como está tudo limpo e organizado. Não gostei tanto de pagar 2 euros por um café no MacDonalds, mas não há muito a fazer. Andámos imenso (na ordem dos 15 km por dia). O facto de ter apanho óptimo tempo (sol e temperaturas acima dos 10 graus, em Novembro) e de ter a melhor guia, ajudaram muito a que tenha só óptimas recordações de Copenhaga.

Copenha
Copenhagen

22. Holanda

Adoro o sistema de educação deste país e pensei várias vezes em ir para lá estudar, nomeadamente para Maastricht. Só lá estive uma vez e foi uma visita muito rápida pela cidade que gosto menos: Amesterdão. Devo ter lá estado umas 4/5 horas, na viagem de regresso de Copenhaga. Tive tempo para um tour de barco e umas voltas pelo centro da cidade. Honestamente, detestei. Mas como toda a gente me diz que é uma cidade linda, tenho vontade de voltar e explorar melhor.

No aeroporto de Amsterdão
No aeroporto de Amsterdão

Para além destes países, já fiz escalas sem abandonar o aeroporto (com muita pena minha): em Joanesburgo, na África do sul; em Doha, no Qatar; e em Zurique, na Suíça. Embora não tenha saído dos aeroportos acho que, especialmente em Doha e em Zurique, deu para sentir um pouco da cultura do país sem sequer atravessar a fronteira. Zurique é seguramente um aeroporto a que quero voltar para poder visitar a cidade.

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5 comentários

  1. O que gostava de saber é… Sendo que perdeste os teus pais de pequena como arranjaste dinheiro para viver sozinha, para viajar etc?…ir para escola privada, fazer erasmus isso tudo!

    1. Olá Rute! Existem apoios sociais para quem não tem pais, enquanto estiveres a estudar (nomeadamente bolsas de estudo, pensões de sobrevivência, etc). No caso do erasmus, existem bolsas específicas, que também ajudam bastante. Quanto à escola privada, como entrei com uma média superior a 17 e mantive essa média, tive direito a uma bolsa. Quanto às viagens, é uma questão de gestão, encontrar sempre as melhores oportunidades, etc.
      Beijinhos, Mafalda

  2. É muito bom podermos viajar e gostarmos de o fazer.
    Hoje posso dizer que me surpreendeste Mafalda. És realmente uma pessoa muito forte.
    Eu vim viver sozinha para Lisboa com 19 anos, pois até aí vivia em Beja. E digo viver sozinha porque foi a minha opção pois trabalhava e estudava ao mesmo tempo. Já era professora e estava no ISPA à noite. Compreendo-te quando dizes que tinhas que colocar limites a ti própria pois tive que fazer o mesmo uma vez que tinha muitos amigos a viver na mesma zona onde vivia.
    Se quiseres fazer voluntariado na Guiné fala comigo.

    Um beijo
    Ana Moreira

    1. Olá professora! Muito obrigada pelas suas palavras! Realmente é complicado vivermos sozinhas quando somos tão novas. E é óptimo viajar sempre que podermos.
      Beijinhos, Mafalda

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