#11 Porque é que apaguei o facebook do meu telemóvel?

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Ultimamente, tenho-me apercebido que passo imenso tempo no telemóvel a fazer nada. Percebi também que embora existam aplicações bastante boas que me permitem ler, ver o tempo, meditar, enviar emails.  Outras só servem para perder tempo. Tempo passado a fazer não se sabe bem o que, daquele tempo não sai propriamente nenhum fruto, é só tempo que passa. Por isso, resolvi ir identificando quais são essas aplicações que me fazem perder tempo, mas que não me trazem nenhum ganho. Pior que me fazem perder tempo, em momentos que devia estar a fazer outras coisas. A verdade, é que ganhei o péssimo hábito de quando acordo pegar imediatamente no telemóvel antes de me levantar, o que, por vezes, significa que se passa bastante tempo de nada fazer até que me levante. E não se trata de um dolce fare niente, mas de um começar a queimar a retina logo de manhã (e o cérebro). Já tentei não pegar logo no telemóvel, mas com namorado isso é difícil. Por isso, resolvi adoptar outra estratégia, apagar as aplicações que me fazem perder tempo (e que posso na mesma usar no pc ou no tablet, mas que já não estão ali sempre disponíveis a […]

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#10 – os últimos 9 livros que eu li e 1 que estou a ler

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Basicamente, tive que recuar ao ano de 2016 para encontrar os últimos 10 livros que li. Perante a minha fraca leitura de literatura nos últimos anos e porque a vida não são só manuais e artigos científicos, este ano isso tenho como meta ler 18 livros. Já devia ter lido 6, estou no 4º, acho que ainda vou mais do que a tempo de atingir os meus objectivos. No entretanto, resolvi falar-vos sobre os últimos 10 livros que li. Recomendo-os todos, mas não os recomendo todos a toda a gente e provavelmente não todos a toda a gente. Como vão perceber gosto de ir alternando estilos da não-ficção, à ficção, os clássicos e as últimas novidades, livros em inglês, português e italiano, dos grandes livros aos livros de algibeira. Acho que na variedade é que está a virtude (sei que não é assim que se diz, mas paciência) e quando acabo de ler um livro não consigo começar logo a ler outro do mesmo género. Portanto, ou páro de ler por umas semanas ou pego num livro de um estilo diferente e continuo a ler. Quando lei um livro que me faz pensar muito, a seguir quero ler um romance […]

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#9 Jogar as escondidas com os autocarros da carris

post #9 25 anos. 25 posts

Há um novo jogo em Lisboa. Na realidade não é novo, já existe há alguns meses, mas como ninguém fala dele, eu decidi que estava na altura de termos uma conversa séria sobre este tema.   Como é que eu entrei no jogo?  Bem, ainda me lembro como se fosse ontem. Era o meu primeiro dia de estágio, ainda estávamos no Verão e o dia começou quente em Lisboa. Entusiasmada com o começo de uma nova etapa, já tinha planeado todo o percurso que tinha que fazer até ao estágio. Pois se não quando, chego à paragem onde esperava rapidamente apanhar um autocarro que me levasse à mui nobre zona da Matina e não é que a paragem tinha desaparecido. Como viria a perceber mais tarde, não era só a paragem que tinha desaparecido, os autocarros tinham mudado o percurso, não tínhamos nenhuma informação. E, portanto, a umas quentes nove da manhã lá tive que começar a jogar às escondidas com os autocarros da carris. Sempre detestei ser a pessoa que fica a apanhar os outros, o pior é que desta vez por muito que gritasse “rebenta a bolha” eles não iriam aparecer (embora talvez aparecesse alguém para me tirar […]

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#8 uma nota sobre a consistência, ou a falta dela

post #8 25 anos. 25 posts

Nos blogs, como na vida, a consistência é um aspecto fundamental. Nos blogs, como na vida, a consistência é algo difícil de atingir. Há cerca de um mês decidi que vos ia trazer um post todos os dias durante 25 dias. Tinha como objectivo escrever 25 posts (uma grande quantidade de posts) todos os dias (i. e. de uma forma consistente). Consegui? Não. Vou conseguir? Mais ou menos, os 25 posts vão ser escritos, mas vai levar mais tempo do que inicialmente previ. A consistência é algo que tem falhado e por isso decidi reflectir sobre ela. Bem, vamos voltar um pouco atrás, para que serve a consistência? Bem, somos seres humanos e gostamos de consistência, padrões e regularidade. Ainda que na realidade não exista nada de consistente nas nossas vidas e que muitos se esforcem por não ser consistentes, é inevitável a procura de consistência. Nos blogs, se os leitores souberem que sai um post todas as semanas já vão estar à espera e há uma maior probabilidade de o irem ler. Para o blogger, escrever de forma consistente, ainda que espaçada, facilita o processo criativo e a própria escrita. Torna-se um processo mais automático, que requer menos recursos cognitivos. […]

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#7 Pessoas que odeiam melgas e pulgas leiam isto!

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Hoje o post não tem nada a ver com nada, é apenas um desabafo. Mas só da opinião que os blogs servem para isso mesmo, por isso cá vou eu desabafar. Há certos animais que odeio desde sempre, não se trata de uma questão de medo, é mesmo ódio. São animais que quando cruzam o meu caminho é mais que certo que no mínimo me irão enervar, no máximo irão causar-me vários dias de dor, angústia e (muita) comichão. Desde pequena, que faço imensa alergia a picadas de insectos, sobretudo melgas. O caso mais crítico aconteceu num Verão passado em Asti (norte de Itália), onde fui picada pelas dezenas de melgas que habitam na região. Para quem não sabe, em Itália, há uma praga de melgas tigre (zanzare tigre). Têm riscas, como os tigres e mordem, como os tigres. As picadas perfuravam a roupa (esqueçam a ideia de andar tapados) e pareciam agulhas a espetar-se na pele. Eram autênticas nuvens de melgas, às quais era impossível escapar e que nem o repelente, capaz de intoxicar um comum humano, era capaz de afastar. Mas o pior não eram as picadas, eram os dias que se seguiam. Eu sempre fiz alergia às […]

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#6 Yoga para pessoas stressadas

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Sou muito stressada e sempre achei que o yoga me stressava mais do que me acalmava. Na verdade, dizer a uma pessoa que está stressada para se acalmar e não pensar nos problemas é o mesmo que dizer a um cão para não ir atrás de uma bola que acabámos de atirar. Por outro lado, nem todo o yoga (e já agora nem todas as formas de meditação) funcionam assim. Eu encontrei um tipo de yoga onde a minha professora, a Vera, não me diz (muitas vezes) para relaxar e ter calma, pelo contrário diz-me para me focar em fazer os exercícios correctamente (coisa que funciona muito bem para pessoas perfeccionistas e auto-exigentes, como eu) e para me focar na respiração (não funciona tão bem, mas é útil dado que tenho asma). Sempre que ia a aulas de yoga, irritava-me. Durante aquela hora que era suposto acalmar-me só me sentia mais nervosa. A suposta música relaxante. O incenso. A constante repetição de indicações para relaxar e acalmar. A dificuldade em concentrar-me. Sentia-me completamente deslocada. Acredito que com o yoga, como com muitas outras coisas na vida, é preciso encontrar o estilo que encaixa melhor com a nossa personalidade. Depois de muitos […]

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#5 Não às dietas

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Resolvi que estava farta de dietas. Mas também resolvi que estava farta de comer coisas que só me faziam mal. Mas não sabia como é que podia comer melhor, perder peso e sentir-me bem. Não queria comer só talinhos e passar os dias com fome. Desde pequena sempre fui gordinha. Ainda que comesse relativamente bem sempre fui assim. Com a adolescência comecei a preopupar-me cada vez com o meu peso e comecei a fazer uma dieta atrás da outra. Andava sempre a tentar emagrecer, mas no fim ficava sempre mais gorda. Ao fim de muito tempo, lá acabei por perceber que as dietas não me ajudavam em nada. Ainda assim de vez em quando, quando não gostava do número da balança lá ia em busca de um novo milagre que me permitisse ficar com uns quilinhos a menos. Já há uns bons anos, li um livro que se chamava a dieta do estudante, da filha do Dr. Oz (um médico americano muito famoso). Como nos EUA é habitual que as pessoas engordem quando vão para a faculdade (o mesmo processo que acontece por cá quando as pessoas saem de casa dos pais), ela decidiu investigar o que poderia fazer. Acabou […]

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#4 O dia em que não pude entrar no avião

overbooking

Não, não é uma coisa que se faz agora. O overbooking já existe há muito tempo. É raro acontecer, mas quem viaja com frequência é provável que já tenha uma história destas. Hoje vou partilhar convosco a minha. O overbooking é uma técnica que as transportadoras aéreas usam que consiste em vender mais bilhetes do que o número de lugares num voo. Se isto acontecer, não se preocupem, não perdem o vosso dinheiro, mas se precisarem mesmo de viajar naquele dia pode ser muito chato. Até porque, pelo que li, nos Estados Unidos, é tão difícil conseguir um novo voo que as pessoas podem ter que esperar vários dias para viajar. Ultimamente tem estado em grande destaque na comunicação social o caso de um senhor que foi expulso do avião por dois seguranças. Durante as imagens o senhor grita e é arrastado pelo chão, num outro vídeo aparece a correr pelo corredor a dizer “I need to go home” e no último aparece com a cara ensanguentada e claramente desorientado. A alegada razão pela qual ele foi expulso foi o facto de o voo estar em overbooking. Bem, na realidade a justificação que a companhia deu foi que era necessário […]

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#3 Tomar decisões difíceis

Todos os dias temos que tomar decisões. Umas são coisas simples como “o que vamos comer ao almoço”, outras como “que curso vou escolher” são bastante mais complexas e, por vezes, nem sequer temos 100% de certeza de que a nossa escolha é acertada. Se forem como eu, as primeiras apresentam como difíceis (não sou muito boa a decidir), as segundas como verdadeiramente angustiantes. Especialmente nos momentos de tomar decisões difíceis tento recorrer a todas as estratégias que me ajudem a pensar na direcção certa a tomar. Este é o post #3 do desafio 25 anos, 25 posts (aqui podes ver a lista completa de posts) No último ano, já tive a minha mão cheia de decisões difíceis e acho que nos próximos tempos a tendência será para continuar assim. Umas são mais difíceis que outras, algumas têm tantos condicionantes que quase nem são decisões. É importante, sermos capazes de tomar as decisões. Ou seja, não deixar a coisa arrastar-se até ao ponto em que alguém toma uma decisão por nós. É a nossa vida, convém que pelo menos de vez em quando tomemos as rédeas e lhe demos alguma direcção. Há algumas estratégias que podemos adoptar que facilitam a coisa, mas na […]

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#2 A próxima língua que tens que aprender (e onde aprendê-la)

aprender-codigo

Agora que até as nossas avós falam inglês, qual é a próxima língua que irá ser diferenciadora no mercado de trabalho? Muitos disseram que seria o mandarim, outros apostaram no espanhol, mas a verdade é que a longo prazo nenhuma das línguas se tornou fundamental nas nossas vidas ou nas vidas das empresas. Já há imenso tempo que queria escrever este post e aproveitei os 25 posts que estou a fazer para celebrar os meus anos. Este é o segundo post (podes ver o primeiro aqui). Bem, na minha opinião a próxima língua que todos vamos falar não é bem uma língua, na medida em que não é uma são várias e que não são línguas, mas sim linguagens. De que é que eu estou a falar? Será que esta coisa de escrever 25 posts em 25 dias me deixou louca? Não se preocupem, está tudo bem. Leiam mais um pouco. A língua linguagem de que estou a falar é nem mais, nem menos que o código. Ora bem que  saber código /programação é uma competência hipervalorizada no mercado não é propriamente novidade. A novidade é que não vão ser só os nerds de óculos (eu sei que isto é um estereótipo) […]

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