Para as pessoas que andam perdidas por 2018

ano novo
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Um post para as pessoas que já aterraram no novo ano, mas continuam perdidas por 2018

Provavelmente este post já vem um pouco tarde. Já vamos quase a dia 9 e desde dia 1 que vejo proliferarem pelo facebook inúmeros posts de início de ano. Acho que para mim o Janeiro deste ano está a ser o mês zero por isso, ainda vem mais do que a tempo.

Noutros anos ou tinha exames, ou estava a terminar algo, por isso Janeiro era mais como um encerramento, um 13º mês do ano anterior. Este ano, pelo contrário, está a ser um ano em que estou a tentar perceber que passo dar a seguir e devo dizer que estou bastante confusa. Queria ter mais certezas sobre o meu futuro antes de escrever um post sobre o ano anterior. Mas a verdade é que há momentos na vida em que não temos a certeza de nada. Na realidade, nunca temos a certeza de nada, mas há alturas em que temos a percepção de que sabemos o que vem aí e outras em que não (foi um bocadinho sobre isto que escrevi no post Um manifesto anti-“o que te vês a fazer daqui a 5 anos”).

Fiz todo um bullet journal, que talvez ainda venha a mostrar porque apesar de não ser nada artística, acho que até ficou engraçada e bastante útil para as minhas necessidade de organização (e adoro a ideia de poder sempre acrescentar templates que me dêem jeito, ao contrário de uma agenda normal que posso achar muito gira quando compro, mas depois acabo por deixar de lado porque não me dá muita flexibilidade). O deprimente é que há tanta vontade de organizar, mas acabei por ter que deixar a maior parte das coisas em branco porque a verdade é que não faço ideia do que vai acontecer nos próximos meses (podem ver os vídeos abaixo): não sei se vou começar a trabalhar ou não, não sei se vou entrar no doutoramento este ano e com tanta confusão com a FCT (a entidade que dá as bolsas de doutoramento e investigação) começo a questionar-me se realmente quero uma bolsa da FCT (um doutoramento sei que quero de certeza, sempre soube).

Tenho feito de tudo: ler livros, responder a perguntas profundas sobre a vida, seguir cursos online/grupos do facebook/bloggers que fazem uma revisão da vida e do que queremos fazer. Mas tenho vindo a perceber que talvez não haja muito para questionar e perceber. A verdade é que há tantas variáveis fora do meu controlo que a minha única opção é continuar a caminhar, verdadeira a mim mesma (o que quer que isto queira dizer quando estamos completamente perdidos e não sabemos o que fazer a seguir) e esperar que as coisas corram bem.

Vou continuar a divagar sobre estes temas filosófico-deprimentes nos próximos dias, se estão a passar pelo menos saibam que não precisam de desanimar sozinhos, mas não façam de conta que está tudo bem, todos nos sentimos perdidos de vez em quando, custa um bocado, mas faz parte.

Um brinde a 2018! Vamos ver o que sai daqui!

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One Reply to “Para as pessoas que andam perdidas por 2018”

  1. […] já vos disse neste post não comecei este ano com muitas resoluções. Ainda ando a trabalhar nisto, mas acho que as […]

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