E de repente, a vida muda toda

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Num segundo, tudo muda. Às vezes é para pior, já fui algumas vezes vítima disso. Outras é para melhor. Outras nem sabemos muito bem, só sabemos que está tudo a mudar. Como falei no último post Janeiro foi um mês de altos e baixos, com um começo bem baixo, porque é sempre deprimente começar o ano sem projectos e sem saber o que raio fazer para que as coisas funcionem.

Passado uns dias, lá para o meio do mês tudo começou a mudar. Primeiro devagarinho porque ainda me estava a habituar às ideias, a ganhar coragem para tomar decisões, a avaliar a nova situação e o que fazer a seguir. Nesta última semana, em que estava tudo mesmo prestes a mudar, tudo se alinhou para que todas as mudanças ocorressem, quase ao mesmo tempo, no seu momento certo. Um mês depois, sinto que passou quase um ano.

Na minha carreira de investigadora (embora esteja no começo quero começar a tratá-la como uma carreira desde já), fiz a minha apresentação (que me tirou da minha zona de conforto, mas correu bastante bem), recebi a primeira revisão de um artigo (que não foi muito boa, mas enfim faz parte) e vou agora começar a trabalhar como assistente de investigação (a primeira vez que vou trabalhar; e a primeira vez que vou trabalhar em investigação em full time).

Na minha vida mais pessoal mudei de casa. Como escrevi neste post, acho que uma forma de ter uma vida mais tranquila quando se trabalha na cidade, é mudar para a cidade. É verdade que se perde o mar e o sol, mas também é verdade que neste momento não iria conseguir aproveitar nem mar, nem sol. Era impossível manter o nível de trabalho do meu mestrado (em Neurociências), ter um trabalho a full time e continuar a vir todos os dias de transportes da Parede (cerca de 1h30 a 2 horas de viagens/ 3 a 4 horas por dia). Nesta decisão hesitei bastante, o que me fez perder algumas opções. Mas no final, quando já estava a ver que não ia conseguir arranjar um quarto neste louco mercado imobiliário de Lisboa e a imaginar-me com um esgotamento em cerca de duas semanas, lá arranjei um quarto, numa casa que aceita a minha gata e que tem uma óptima localização perto de tudo o que preciso.

Há uma semana, estava a chegar a Madrid (tenho que fazer um post sobre isso também, com tanta coisa nem nunca mais me lembrei de escrever nada), sexta fiz a minha primeira apresentação, sábado recebi a minha primeira revisão de um artigo, sai de Madrid a sentir-me mais investigadora. Ontem mudei de casa, hoje começo um novo trabalho. Foi uma semana em cheio, veremos o que vem a seguir.

 

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