8 anos sem mãe

8 anos sem a minha mãe

Quando alguém morre costuma-se dizer que o tempo cura tudo. É verdade que com o passar do tempo, a dor se transforma mas não desaparece. Especialmente porque o que perdemos não vamos voltar a ter e por isso não há cura possível. Com o passar dos meses e sobretudo dos anos, a dor deixa de nos acompanhar diariamente, para passar a vir de vez em quando, em vagas de nuvens carregadas que aparecem sem pedir licença e que se instalam umas vezes por uns dias, outras vezes por semanas. São os momentos que nos recordam do que nos faz falta (e este ano foi cheio deles: os 25 anos, a defesa da tese, a benção, etc). Para mim tudo se torna mais difícil por ter perdido pessoas com papéis determinantes na vida de uma criança/adolescente: o meu pai (quando tinha 10 anos) e a minha mãe (com 17). Foram coisas que me fizeram crescer rápido de mais e que deixaram demasiados momentos por acontecer. Acho que num primeiro momento nem temos bem noção do impacto que a morte de uma única pessoa vai ter na nossa vida. Mais tarde vamos percebendo. São as noites em que chego a casa e não […]

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