#19 – porque é que uma relação “já não é o que era” está apenas a começar

dia 19

Uma das séries que tenho acompanhado é a Clínica Privada. Estou algures entre o meio e o fim da segunda temporada e uma das relações entre os personagens “já não é o que era”. Ouvem-se frases do tipo “somos muito diferentes” ou “já não sinto o que sentia”. Por alguma razão, isto parece significar que a relação está para terminar a qualquer momento. E isto fez-me pensar. Também a minha relação com o Miguel passou por momentos em “já não é o que era”, também nós fomos descobrindo diferenças e houve (há) momentos em que parece que temos mais diferenças que semelhanças. Acho que ambos já pensámos em terminar a relação (aliás terminámos uma vez no início, eu escrevi sobre isso aqui). Mas acabámos por continuar sempre juntos. Porque somos duas pessoas incríveis? Duvido. Porque o nosso amor é mega especial/de conto de fadas/de um filme? Também não. Porque somos de psicologia? Ok, aqui acho que isso pode ajudar, mas muitas vezes só piora. Então, porquê? Acho que é sobretudo a forma como vemos o que é estar numa relação. Naquele primeiro momento, em que é tudo fantástico e maravilhoso, em que o nosso mais que tudo brilha e o […]

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Namorar depois dos meus pais morrerem

Hoje vou falar de alguém de quem ainda só falei numa linha ou duas, mas que é alguém muito importante. Ao contrário, de outros posts onde falo mais sobre pessoas do passado que permanecem no presente, hoje vou falar de alguém que enche o meu presente. Vou falar de alguém que muitas vezes foi e é a única pessoa a por like nos meus posts e nas minhas páginas e que me apoia sempre em todas as minhas ideias por muito que saiba que depois eu vou ficar sem tempo para nada. Hoje vou falar do meu namorado. Foram muitos os anos em que afastei todo e qualquer rapaz/homem que se aproximasse de mim. Se já era difícil para mim ter relações próximas e estáveis com os meus amigos, mais difícil ainda era conceber a proximidade da relação que teria com um namorado. Até me resolver bem, achava (e bem) que namorar ia acabar por dar para o torto. Filha de pais divorciados, depois dos meus pais terem morrido e a viver sozinha, era uma excelente candidata para relações abusivas e de grande dependência. Não queria, de todo, ver-me metida numa situação que não seria capaz de resolver. Sem os […]

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