Um 2016 em cheio, um 2017 cheio de desafios

Apesar de já estarmos no dia 5 não queria deixar de fazer um post com um balanço de 2016. É algo que me faz todo o sentido fazer e estou determinada a não deixar o imediatismo e as tendências da blogosfera neutralizar o meu post. É um daqueles posts básicos que toda a gente faz e que preenchem os calendários de toda a gente quando planeia o mês de Dezembro. O meu chegou em Janeiro e não faz mal, vem mais do que a tempo, para mim que o escrevo e para quem o quiser ler.

Vamos lá então, 2016 foi provavelmente o ano mais confortável de que tenho memória. Há mais de 10 anos que não tinha um ano em que chegasse ao fim tão satisfeita, com tudo em geral. Quando soaram as 12 badaladas não sabia bem o que desejar para 2016, já tinha tudo o que queria, ou pelo menos tudo o que era importante.

Não vos querendo deixar aí todos invejosos do meu ano de ouro, agora que estou a escrever este texto, espanta-me que não o tenha escrito antes. Qual é o meu problema em escrever coisas boas? Talvez seja o facto de saber que este ano desafiei-me muito pouco e raramente saí da minha zona de conforto. Foi um ano confortável e ao mesmo tempo é como se tivesse alguma vergonha disso. Olhando para trás, sei que não foi bem assim: lancei um blog, comecei o estágio, estou a escrever a minha tese, tornei-me Directora-Geral Executiva da POWER. Isto não é propriamente estar confortável no sofá o dia todo.

Acho que tenho esta sensação porque estar nestes projectos implicou que não estivesse noutros em que queria estar. Este ano também escolhi ser mais simpática comigo própria, menos exigente, talvez menos intransigente. Não me preocupei muito com dietas, não me preocupei muito quando o tempo não chegava para fazer desporto ou quando a casa não estava limpa. Aprendi a aceitar a ajuda dos outros, sobretudo a do meu namorado. E isso também foi uma lufada de ar fresco.

Na faculdade, mudei de área de psicologia das organizações (recursos humanos) para psicologia social (mais investigação e algum marketing). Foi uma das melhores escolhas que já fiz. Finalmente encontrei o meu cantinho na psicologia. Depois de quatro anos neste curso, finalmente senti que estava a estudar a coisa certa e que ia ser feliz a trabalhar (e não mais uma escrava do séc. XXI). Neste ano, tenho que me focar a 100% nisto, preciso de publicar pelo menos um artigo cientifico e escrever o meu projecto de tese para o doutoramento (o objectivo é daqui a um ano já ser aluna de doutoramento, mas já a partir de Março vou estar 100% dedicada à investigação).

No fim do ano, comecei um estágio, que adorei, mesmo, mas decidi não ficar. Escolhi-me a mim para variar, escolhi investir na minha educação e escolhi continuar a lutar por aquilo que quero. Ainda não estou 100% segura e confortável nesta escolha, mas vou falar mais disto brevemente.

Na minha relação com o Miguel, este ano foi um ano de consolidação. Aprendemos a encontrar o tempo onde ele não existe, começámos a compreendermo-nos mais, a aceitarmo-nos mais e amarmo-nos mais. Eu passei a estar mais calma e a ser menos chata (espero). E terminámos o ano com um anel de compromisso lindo do qual vou falar noutro post (mas que foi basicamente o melhor presente de natal que já recebi).

Também foi o ano em que lancei um projecto que tinha há muito na cabeça: o blog. Finalmente, estar a trabalhar num projecto que é meu, sabe muito bem. Tem sido o meu bebé e tem sido mágico. Foi um sucesso que não estava à espera. Mas acho que é difícil continuar a alimentá-lo e dar-lhe um rumo certo. Nas últimas duas semanas não escrevi. Estava cansada, precisava de tempo. A ideia é este ser um projecto de lazer (pelo menos nesta fase) e não mais uma coisa para me stressar todos os dias. O desafio para 2017 é dar-lhe um rumo, encontrar um foco e continuar a produzir conteúdo com qualidade e mais consistência.

Foi um ano para crescer. Foi um ano para experimentar o mundo dos adultos e, sobretudo, acho que foi um ano de escolhas. Escolhi mudar de área, escolhi a investigação, escolhi o estágio, escolhi não ficar no estágio, escolhi continuar a estudar, escolhi continuar com o Miguel. Foi difícil, sou péssima a escolher, mas faz parte. Neste ano para mim, sair da zona de conforto foi estar na minha zona de conforto.

Para o próximo ano, quero crescer mais, quero chegar mais longe, quero ter tempo para mim, para desenvolver novas competências, estar mais com os meus amigos, viajar mais, fazer mais exercício, comer melhor, ler mais, escrever mais. Tantas resoluções que temos no início do ano, vamos ver de quais é que vos vou falar quando chegarmos ao fim.

 

 

3 Replies to “Um 2016 em cheio, um 2017 cheio de desafios”

  1. Venha de lá um 2017 tão maravilhoso quanto o 2016 🙂

    1. Isso mesmo, obrigada 😉

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